Alan Brizotti
Alan Brizotti colabora com o Genizah
Resolução é a decisão firme de mudar. A decisão de sair do lugar da acomodação e tomar as rédeas da própria história.
Carlos Moreira, num artigo sobre o ano novo escreveu:
"Coisa extremamente perversa é a rotina, o tédio, a mesmice, a
acomodação. Não há nada mais destrutivo ao espírito humano do que alguém
que virou coadjuvante da história, e não seu ator principal, passou a
seguir mapas, e não a fazer mapas, satisfez-se em atingir a média,
tornar-se igual, massificado, não-singular, cópia da cópia, rosto na
multidão, clone de outros, holograma de carne e sangue. Esquecemos as
lições do filósofo Eurípedes, quando afirmou 'tudo é mudança; tudo cede o
seu lugar e desaparece'."
Érico Veríssimo disse: “Quando os ventos de mudança sopram, umas pessoas
levantam barreiras, outras constroem moinhos de vento”. Mudanças exigem
determinação, garra, vontade, movimento!
Não é a “virada” do ano que tem o “toque de Midas” capaz de transformar a
poeira do ano passado no ouro do ano novo. Nenhum ano é velho ou novo, é
apenas a sucessão das estações – quem envelhece, ou não, somos nós!
Como um rapaz escreveu num cartaz em New York, “seja a mudança”.
Quero refletir sobre algumas resoluções para um ano melhor:
1. Transforme o passado em memória, não em cárcere
O texto de Eclesiastes, em suas inúmeras versões, preserva a seguinte
frase: “Deus pede conta do que passou”; ou “Deus investigará o passado”.
Deus também é o Deus do ontem!
Mário Quintana disse algo muito sério: “O passado não reconhece o seu
lugar: está sempre presente”. Não há como fugir do passado. Muitos
gostariam de encontrar uma espécie de “lata de lixo existencial na
história” onde pudessem jogar o passado – o problema é que teriam de ir
junto!
O mesmo Mário Quintana foi ainda mais longe: “O que me impressiona, à
vista de um macaco, não é que ele tenha sido nosso passado: é este
pressentimento de que ele venha a ser nosso futuro”. O que somos é a
mistura do que fomos com o que tentamos ser!
Precisamos aprender a curar as memórias para que o passado não se
transforme em prisão. Só se cura o passado mergulhando na Palavra, pois
nela encontramos os remédios da alma (Sl. 90. 12).
2. Faça a matemática da vida: menos reclamação mais reflexão é igual a crescimento
Uma frase escrita no pára-choque de um caminhão serve bem para ilustrar o
que quero dizer: “Se chiar resolvesse, sal de frutas não morria
afogado”.
A reclamação é uma enfermidade da alma. Causa dor na vida. Gera ranço na
estrutura dos afetos. Enruga a face do amor. Reclamação é semelhante a
regar um jardim com soda cáustica – vai gerar morte ao invés de vida.
Carecemos de equilíbrio: reclamar de tudo é adoecedor. “Há tempo para
tudo”: essa frase deveria estar anexada em todos os quartos da nossa
alma. O povo de Israel é marcado, nas páginas do AT por uma palavra:
“Murmuração”. O termo hebraico utilizado tem o sentido de uma memória
teimosa que insiste em reviver os fatos que machucaram a alma.
Faça a matemática da vida: nesse caso, menos vai ser sempre mais!
3. Viva para a glória de Deus
Irineu dizia que “a glória de Deus é um homem cheio de vida”. Deus é
Deus de vivos!
Acredite no Deus que nos ajuda a viver. Chame Deus para dentro do seu
quarto de mudanças e acredite, Ele o ajudará no processo doloroso das
transformações.
Charles Chaplin dizia que a coisa mais injusta sobre a vida é a maneira
como ela termina: na morte. Deveria ser ao contrário. Ele disse que “nós
deveríamos morrer primeiro, nos livrar logo disso. Daí viver num asilo,
até ser chutado pra fora de lá por estar muito novo”.
Stanislaw Jerzy Lec disse algo muito provocante: "tantas pessoas vivem
numa rotina tão exata, que é difícil de acreditar que elas vivem pela
primeira vez." A rotina é a mãe do tédio e a sogra do cansaço.
Viva para a glória de Deus. Viva para marcar a história. Viva para que
as memórias sejam testemunhos do que realmente valeu à pena. Viva para
que o mundo veja que em Cristo a vida é uma história de amor.
Charles Chaplin: escreveu um texto sobre a vida que gostaria muito que você guardasse em sua alma:
Já perdoei erros quase imperdoáveis, tentei substituir pessoas insubstituíveis e esquecer pessoas inesquecíveis.Já abracei pra proteger, já dei risada quando não podia, Já fiz amigos eternos, já amei e fui amado, mas também já fui rejeitado, Já fui amado e não soube amar. Já gritei e pulei de tanta felicidade, já vivi de amor e fiz juras eternas, mas "quebrei a cara" muitas vezes! Já chorei ouvindo música e vendo fotos, Já liguei só pra escutar uma voz, Já me apaixonei por um sorriso, Já pensei que fosse morrer de tanta saudade e... Tive medo de perder alguém especial (e acabei perdendo)! Mas sobrevivi! E ainda vivo! Não passo pela vida... E você também não deveria passar. Viva!!! Bom mesmo é ir a luta com determinação, abraçar a vida e viver com paixão, perder com classe e vencer com ousadia, porque o mundo pertence a quem se atreve e A VIDA É MUITO para ser insignificante.
Alan Brizotti colabora com o Genizah

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